Cidades

Conselho Tutelar se manifesta sobre paradeiro da adolescente Martha

A jovem Martha da Silva Pereira, de 15 anos, que a família dava como desaparecida desde a manhã da última quarta-feira (19), está em segurança sob proteção do Conselho Tutelar 2, que atende a Região Oceânica e a Região de Pendotiba, em Niterói. Segundo a direção do Conselho, ela procurou a entidade na tarde de sexta-feira (20) para pedir e lhe foi concedido abrigo.

Em nota, o Conselho Tutelar 2 agradeceu a confiança de Martha no trabalho dos conselheiros tutelares, na equipe técnica administrativa e demais colegas em serem capaz de protegê-la de todas as formas de opressão. Ainda segundo a nota, ela os procurou de forma voluntária. “Ela está bem e protegida. Agradecemos à sociedade pelo apoio”, diz a nota.

O Conselho não divulgou onde a jovem ficou entre o momento em que saiu de casa até o momento em que procurou o Conselho. Antes de procurar o Conselho Tutelar, pela manhã, a adolescente publicou dois longos vídeos, de mais de 10 minutos, em suas redes sociais, no qual desabafa sobre tudo que vinha vivendo nos últimos dias e contou sobre o mau relacionamento que tinha com a mãe, Adriana Maria da Silva, de 41 anos.

Em um dos trechos do vídeo, a jovem afirma que não pretende voltar a morar na casa da mãe, no Jacaré, Região Oceânica de Niterói, por conta dos atritos. “A maioria das coisas do depoimento da minha mãe [à polícia] é mentira, não temos bom relacionamento. Minha mãe inventou que eu tinha um namorado. Ele não existe. Se ela acha que eu vou voltar para casa dela, está muito enganada, prefiro ir para o abrigo. São quatro irmãos por parte de mãe, sempre tive mais contato com a Gabi e a Taciana”, explicou.

Martha afirma ter proximidade com suas irmãs mais velhas, por parte de mãe, Taciana Souza, de 25 anos, e Gabriela, Santos, de 20, e que estava planejando a fuga há alguns meses.

Mãe nega as acusações da filha

Adriana Maria da Silva, mãe de Martha, fez um vídeo rebatendo as acusações da filha e divulgou em suas redes sociais. No vídeo ela negou que tenha agredida a filha e que ela tem essa postura por conta de influências das irmãs. No vídeo, ela mostrou sua casa e o local onde Martha morava, em um kitnet anexo à sua casa e disse que nada faltava para sua filha.

“Para você ver. Ela alegou que eu não prestava. Ela está alegando um monte de coisa. Eu peço para a Justiça, que em nome de Jesus a Justiça faça um corpo de delito. Por que ela, assim, [diz] que é escorraçada. Chamar atenção, todas as mães chamam. Ela não gostava de ser chamada atenção, além eu nem chamava a atenção dela. A Martha é uma pessoa boa, ela não é uma pessoa ruim, só que ela está indo pela cabeça da irmã dela e não é por aí que abanda toca”, declarou.

O desaparecimento vinha sendo investigado pelo Setor de Descoberta de Paradeiros (SDP) da Delegacia de Homicídios de Niterói (DHNSG).

Fonte: NITERÓI – A Tribuna RJ