O que para a maioria da população é motivo de forte temor, para Melanie Metz é motivo de grande fascinação. E ela faz questão de vê-los de perto. Há três décadas, a americana se dedica à atividade de caçadora de tornados.
Melanie mora no chamado “Corredor dos Tornados” dos EUA, onde tempestades letais se formam a cada primavera, lançando pedaços de granizo e atingindo ventos de 480 km/h. O mais prudente seria se afastar de um fenômeno assim. A americana, entretanto, vai na contramão.
Os riscos são, obviamente, muitos. O maior drama vivido por Melanie ocorreu em 31 de maio de 2013 perto de El Reno (Oklahoma, EUA) – uma tempestade monstruosa tão grande que se tornou o tornado mais largo da história.
“Naquele dia, toda a nossa comunidade de caçadores de tempestades teve uma intuição de que algo ruim ia acontecer, algo muito ruim. Já vimos muitos dias difíceis em que pensamos ‘Nnossa, vai ser um tornado explosivo’, mas normalmente não temos essa sensação de pavor, e isso aconteceu antes mesmo da tempestade se formar. Ela estava se aproximando de Oklahoma City na hora do rush, e esse é o pior horário e lugar para estar perseguindo uma tempestade”, relatou Melanie, de acordo com o “Sun”.
Até caçadores mais experientes estavam apavorados.
“Tivemos que fugir dela por um tempo. Foi um pesadelo, porque o trânsito estava completamente parado. As pessoas estavam dirigindo nas duas faixas da estrada na mesma direção para tentar escapar”, contou Melanie.
A situação ficou caótica e trágica: três renomados caçadores de tempestades – Tim Samaras, seu filho Paul, e Carl Young, do projeto TWISTEX – morreram tragicamente, juntamente com outras cinco pessoas.
“Eles estavam se expondo a um risco extremamente alto de serem atingidos”, disse a americana.
Melanie Metz é caçadora de tornados há três décadas
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Tornado registrado por Melanie Metz
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Melanie escapou de ter o mesmo destino em 26 de abril de 2024, dizendo acreditar ter evitar uma decapitação:
“Estava perseguindo a série de tornados em Nebraska e Iowa. Documentei um grande tornado EF-3 em Lincoln, Nebraska, e depois continuei para o leste, em direção a Iowa.”
Com pouca visibilidade e com rápida mudança na trajetória da tormenta, Melanie se viu no meio de uma grande provação. Ela dirigia em alta velocidade por uma estrada de terra, com os olhos fixos no céu, e não viu o perigo à frente.
“Eu estava olhando para a tempestade e, devido à pouca luz, não vi os prédios danificados na estrada nem o cabo que estava muito baixo acima de mim. Passei por baixo daquele cabo a cerca de 70 km/h. Ele raspou o teto do meu veículo e destruiu minha GoPro que estava no teto. Só depois de passar por baixo do cabo é que percebi que ele estava lá. Se aquele cabo estivesse apenas 30 a 60 centímetros mais baixo, poderia literalmente ter arrancado meu teto e minha cabeça. Tenho muita sorte de ainda estar viva depois desse incidente”, recordou.
O forte interesse por tornados começou muito antes de ela ver seu primeiro tornado de verdade. Quando criança, no Arizona, ela começou a sonhar com os devastadores fenômenos.
“É quase como se eu tivesse nascido com isso”, comentou Melanie. “Geralmente, em meus sonhos, eu procurava abrigo em uma cidade desconhecida e tentava encontrar um lugar para me abrigar debaixo da terra, mas não conseguia chegar a tempo antes que um tornado me atingisse. Parecia que estava realmente acontecendo. Em meus sonhos, eu nunca morria. Mas às vezes me pergunto se morri num tornado em vida passada”, emendou ela.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2025/12/mulher-que-quase-foi-decapitada-em-tormenta-vai-atras-de-tornados-ha-tres-decadas.ghtml
Mulher que 'quase foi decapitada' em tormenta é caçadora de tornados há três décadas

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